23.Nov.2009
Eu tenho a esperança distraída como criança que espera presentes de fins de semana. Carrego em meu peito todos os horizontes possíveis, cada renascer e cada condição de acreditar. Meus olhos viajam milhas quando é preciso crer. Sou desses pacientes que dormem tarde e passeiam pelos corredores em busca de palavras e respostas. Não sou de fazer perguntas ou de duvidar da vida. Sou de contar histórias que vi e ouvi, sou de viver cada história, de construir cada pedaço do que acredito.
Eu tive a esperança destruída pelos dias que me foram negados. E tenho hoje o brilho verdadeiro nos olhos que vêem a vida como a mais pura representação da esperança. Dias melhores, janelas abertas. Quero amar o que me é intenso e real. Cada dia, cada segundo que nos seja permitido.
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Escrito por André Gusmão, Lisboa-Portugal
20.Nov.2009
E tudo sobressai à sapiência subscrita num papel em branco. Baloiço desmedido que entorpece e desfoca. Condição contrária, íris em cegueira consciente. A construção é perene e súbita como fotografia d’ alma. Como paixão e amor a conhecer os laços que nos une ao caminhar da felicidade.
E tudo é como abraçar os pequenos detalhes como grandes momentos. Não há condição ou pressa de viver. Tudo é incondicional e paulatino como a mão que aperta a outra mão em busca de força. Somos parte do que percebe nosso horizonte, do que é amiúde e do que nos é presente.
E tudo ofusca e cintila, pois sabemos bem o que somos e o que queremos. Nosso coração em cadafalso acompanha o peito aberto.
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Escrito por André Gusmão, Lisboa-Portugal
13.Nov.2009
És tu amor,
Que me faz o dia tranquilo,
Como a calmaria dos rios do inverno
E a brisa soalheira das tardes de verão…
Pois és tu amor,
Que me enrosca ao teu corpo a apaziguar minha hora,
Ela que já não chora nem marca o tempo,
Nem se faz triste,
Pois o que nos é clarividência,
É o nosso presente futuro,
Quando no escuro apertas minha mão e me pede proteção…
Pois és tu amor,
Que me faz amena a saudade dos meus,
E que me traz à condição de ser amado, livre e verdadeiro…
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Escrito por André Gusmão, Lisboa-Portugal