A Lisboa dos teus olhos
De versos desprendidos de rima e pretensão nasceu minha letra quase ilegível. Pois as mãos trémulas e inseguras de poeta esquecido eram senhoras da pena que deitava fora a tinta em forma de palavras tristes. Mera poesia desprovida de sol. Pobre sombra. Silêncio.
De palavras concebidas em solitário amanhecer aprendi a conhecer essa Lisboa que exala histórias de amor. Foi assim que te encontrei de novo nessa nova vida. E por essas ruas caminhamos e nos reconhecemos. Aos pés do Tejo concebemos dias inteiros de sorrisos simples e nos tornamos um do outro.
Foi pelos teus olhos que conheci a Lisboa que me deu teu amor de presente, e por aqui queremos fazer nascer nossos pequeninos sonhos, se for nosso merecer.
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