Hoje

Hoje eu quero estar ao teu lado mais que qualquer outro dia que passou. Quero acarinhar teus olhos com meu sorriso de felicidade por ter tua paz junto a mim. Quero beijar-te a boca tão devagar e tão intensamente que eu perca toda e qualquer noção de chão. Preciso de ti para que eu possa acreditar no que vem depois de agora…

Pelos teus olhos passam as verdades que me fazem mais forte. Pelas tuas mãos sinto-me agarrado a liberdade, ao vôo sem destino, ao vento no rosto, ao horizonte que engole o dia e que promete outro sol amanhã. Ao teu lado, hoje, eu tenho tanta paz que preciso emprestar ao mundo. E é nesse mundo que eu ainda preciso acreditar um pouco mais.

Hoje, ao acordar, ouvi de ti uma canção repetida, dessas que os ouvidos não cansam de escutar…Amo-te muito também.

O Homem

A Carne que corrói o sangue desvanecido é a mesma que carrega o ódio desmedido do ser humano sem paz. A paz que convence a ventania a não abanar a bandeira branca. A tranca que destrói o coração do homem e que o transforma em bicho. Nicho pérfido em gota d’água que transborda o copo. Troco sem pagamento. Cimento no lugar de pele.

O homem que caminha em sua terra destrói cada vírgula e cada ponto final de sua história. E descaminha os que o rodeiam. Desconstrói o bom senso e queima o respeito ao próximo. Não há liberdade que justifique a agressão nem opinião que ratifique o ódio gratuito. Não há intuito sem motivos nem motivos sem razão.

Julgue-me mas não me suje com tuas mãos.

Olhos distraídos

Eu nem me lembro o quão distraído sou, nem o que meus olhos percebem ao meu redor. Sei simplesmente que sigo o caminho que aprendi contigo e com tuas palavras tão sábias. Meus olhos distraídos destrancam-me da realidade e transportam minh’alma para o teu mundo. E é dentro desse teu mundo, construído com teu doce coração, que não disfarço meus sonhos de criança distraída nem tampouco desisto de cada novo minuto ao teu lado.

Ao teu lado, eu me esqueço que um dia fui triste poeta. Guerrilheiro entorpecido pelo amargo gosto das águas dos meus olhos distraídos. Tuas mãos me guiam, teu corpo me entrega um amor de verdade, teus olhos me distraem, me alegram e me fazem sorrir.

Eu nem me lembro o quão distraído são meus olhos, mas não esqueço o quanto amo o teu olhar.

A Lisboa dos teus olhos

De versos desprendidos de rima e pretensão nasceu minha letra quase ilegível. Pois as mãos trémulas e inseguras de poeta esquecido eram senhoras da pena que deitava fora a tinta em forma de palavras tristes. Mera poesia desprovida de sol. Pobre sombra. Silêncio.

De palavras concebidas em solitário amanhecer aprendi a conhecer essa Lisboa que exala histórias de amor. Foi assim que te encontrei de novo nessa nova vida. E por essas ruas caminhamos e nos reconhecemos. Aos pés do Tejo concebemos dias inteiros de sorrisos simples e nos tornamos um do outro.

Foi pelos teus olhos que conheci a Lisboa que me deu teu amor de presente, e por aqui queremos fazer nascer nossos pequeninos sonhos, se for nosso merecer.

Teu amor em poesia

Eu quero ter o teu amor demasiado,
Daqueles que roçam a boca a sentir o gosto da manhã
E contam instantes por um novo beijo.

Quero ter o teu amor na sintonia e na simetria do meu descompassado coração.
Quero o teu amor em poesia,
Como se fora covardia de poeta
Palavra pronta,
Rima que desconserta.

Quero sentir teu muito em demasia.